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A árvore hipotética considerada:
Para efeitos de simulação pode-se considerar que
uma árvore em boas condições de
plantio pode atingir em 20 anos uma altura de cerca de 16 m, com cerca
de 28 cm de diâmetro. A madeira desta árvore
considerada possui uma densidade de 0,48 g/cm3 e um teor de carbono de
50%. Não descontamos o teor de água, pois
já esta incluído na variável densidade
que, neste caso, é calculada em termos de massa de madeira
seca por unidade de volume, ou seja, contabiliza-se a massa seca de
madeira pelo volume da árvore viva (na natureza ou
reflorestamento).
O cálculo é feito desta forma:
Carbono na árvore = AB x H x DB x TC x FFA
Onde:
AB = Área Basal da árvore (m2); estimado a partir
de dados de campo medido em termos de diâmetro da
árvore, convertidos para metros.
H = Altura total da árvore (m);
DB = Densidade básica (massa de madeira seca / volume da
madeira fresca; kg/m3);
TC = Teor de carbono, no caso de madeiras, genericamente considerado em
50% da biomassa seca;
FFA = Fator de forma arbóreo; pois uma árvore
não é um cilindro, é na verdade um
cone com a expansão dos galhos da copa. Este fator
é calculado experimentalmente.
Desta forma a nossa árvore hipotética
terá:
Carbono na árvore = (0,28m/2)2 x Pi x 15(m) x 0,5 (ton/m3) x
0,5 (%) x 0,72
Carbono na árvore = 598,5 ou seja 166 kg de C ou 598 kg de
CO2.
As árvores devidas são calculadas a partir da
divisão do total de CO2 emitido pelko CO2 equivalente retido
na biomassa desta árvore hipotética.
Abaixo uma tabela com alguns dados de densidade e estrutura de
espécies adultas de Mata Atlântica (Fonte:
Lorenzi, 2002):
|
Nome vulgar
|
Espécie
|
Família
|
Densidade
(g/cm)
|
Diâmetro
(cm) e altura (m) de uma arvore adulta
|
|
Guapuruvu
|
Schizolobiun
parahyba
|
Caesalpinaceae
|
0,38
|
80-100 /
20-30
|
|
Caixeta
|
Tabebuia
cassinoides
|
Bignoniaceae
|
0,39
|
30-40 /
12-22
|
|
Embaúba
Branca
|
Cecropia
hololeuca
|
Cecropiaceae
|
0,43
|
20-30 / 6-12
|
|
Ingá
|
Ingá
vera
|
Mimosaceae
|
0,58
|
20-30 / 5-10
|
|
Bracatinga
|
Mimosa
scabrella
|
Mimosaceae
|
0,67
|
30-40 / 5-15
|
|
Canela-preta
|
Ocotea
catharinensis
|
Lauraceae
|
0,75
|
60-90 /
25-30
|
|
Jequitibá
|
Cariniana
estrellensis
|
Lecythidaceae
|
0,78
|
90-120 /
35-45
|
|
Ipê-Roxo
|
Tabebuia
impetiginosa
|
Bignoniaceae
|
0,96
|
60-90 /
20-30
|
|
Maçaranduba
|
Manilkara
salzani
|
Sapotaceae
|
1,03
|
40-70 /
10-25
|
|
Angico
|
Anadenanthera
macrocarpa
|
Mimosaceae
|
1,05
|
40-60 /
13-20
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Algumas curiosidades sobre as florestas ....
Uma floresta clímax de Mata Atlântica é
capaz de estocar cerca de 400 toneladas de biomassa (madeira) por
hectare (1 hectare = 100m x 100m = 10.000 m2), desta biomassa cerca da
metade é carbono, isto é, 200 ton/ha. Essa massa
de carbono equivalem a cerca de 720 toneladas de CO2. Um brasileiro,
estima-se, emite cerca de 0,6 toneladas de CO2, logo um hectare de
floresta desmatada equivalem às emissões de 1200
pessoas/ano. Considerando que uma pessoa viva 80 anos, um hectare de
floresta corresponde às emissões de 15 pessoas
durante a sua vida (de 0,6 toneladas de CO2/ano).
Uma árvore de grande porte, 90 cm de diâmetro por
30 metros de altura, pode estocar cerca de 6 toneladas de carbono o que
corresponde a mais de 20 toneladas de CO2, o equivalente à
emissões de 33 pessoas/ano. Entretanto, uma
árvore deste porte leva mais de cem anos para atingir tal
estrutura, assim como uma floresta leva mais de cem anos para atingir
seu estágio de máxima capacidade de estocagem de
carbono. Nas estimativas de estocagem não foram levadas em
conta o carbono do solo, que aumenta com a maturidade de uma floresta.
Algumas alternativas para mitigar os efeitos das mudanças
globais, no setor de uso do solo e florestas, são os
reflorestamentos e os sistemas agroflorestais (SAF). Os
reflorestamentos são capazes de retira acima de 3 toneladas
de carbono por hectare/ano. Os SAFs são sistemas de
produção agrícola onde,
através de consórcio de árvores,
arbustos e cultivos anuais, o estoque de carbono no sistema
é elevado, comparado aos demais sistemas produtivos
convencionais.Um SAF estudado (Rio de Janeiro) estocou o dobro de
carbono de uma pastagem adjacente em 7 anos, além de gerar
renda e produtos para o proprietário.
Fatores para correção na calculadora de CO2:
|
Onibus
|
Combustivel
|
F (pkm)
|
Passageiros/onibus
|
|
|
diesel
|
0,0212
|
30
|
|
|
Teor C
|
Densidade (kg/L ou kg/m3)
|
Potencia Motor
|
Cons. L/km ou m3/km
|
F (pkm)
|
|
Gasol.
|
0,67
|
0,800
|
de 1,0 a 1,4
|
0,083
|
0,161
|
|
Gasol.
|
0,67
|
0,800
|
de 1,5 a 2,0
|
0,100
|
0,194
|
|
Diesel
|
0,84
|
0,840
|
de 1,0 a 1,4
|
0,083
|
0,212
|
|
Diesel
|
0,84
|
0,840
|
de 1,5 a 2,0
|
0,100
|
0,254
|
|
GNV
|
0,75
|
0,750
|
de 1,0 a 1,4
|
0,083
|
0,169
|
|
GNV
|
0,75
|
0,750
|
de 1,5 a 2,0
|
0,100
|
0,203
|
|
Trecho
|
Dist(milhas * 1,852)
|
Comb.
(Kg)
|
No Pass.
|
C tot emitido
(Kg)
|
C/ pass.
(kg)
|
CO2 tot
(kg)
|
CO2/pass.
(kg)
|
Kg CO2/pkm
|
|
SP-RJ
|
496
|
2520
|
150
|
2167
|
21
|
7802
|
74
|
0,150
|
|
SP-SALVADOR
|
1450
|
6000
|
150
|
5160
|
49
|
18576
|
177
|
0,122
|
|
SP_PARIS
|
9399
|
109500
|
270
|
94170
|
498
|
339012
|
1794
|
0,191
|
*taxa de ocupação: 0,7%
|