VIDEO DO PROGRAMA FLORESTAS DO FUTURO 2009

Base teórica para o cálculo de emissões de CO2 relacionadas a meios de transporte

A árvore hipotética considerada:

Para efeitos de simulação pode-se considerar que uma árvore em boas condições de plantio pode atingir em 20 anos uma altura de cerca de 16 m, com cerca de 28 cm de diâmetro. A madeira desta árvore considerada possui uma densidade de 0,48 g/cm3 e um teor de carbono de 50%. Não descontamos o teor de água, pois já esta incluído na variável densidade que, neste caso, é calculada em termos de massa de madeira seca por unidade de volume, ou seja, contabiliza-se a massa seca de madeira pelo volume da árvore viva (na natureza ou reflorestamento).

O cálculo é feito desta forma:

Carbono na árvore = AB x H x DB x TC x FFA

Onde:

AB = Área Basal da árvore (m2); estimado a partir de dados de campo medido em termos de diâmetro da árvore, convertidos para metros.
H = Altura total da árvore (m);
DB = Densidade básica (massa de madeira seca / volume da madeira fresca; kg/m3);
TC = Teor de carbono, no caso de madeiras, genericamente considerado em 50% da biomassa seca;
FFA = Fator de forma arbóreo; pois uma árvore não é um cilindro, é na verdade um cone com a expansão dos galhos da copa. Este fator é calculado experimentalmente.

Desta forma a nossa árvore hipotética terá:

Carbono na árvore = (0,28m/2)2 x Pi x 15(m) x 0,5 (ton/m3) x 0,5 (%) x 0,72

Carbono na árvore = 598,5 ou seja 166 kg de C ou 598 kg de CO2.

As árvores devidas são calculadas a partir da divisão do total de CO2 emitido pelko CO2 equivalente retido na biomassa desta árvore hipotética.

Abaixo uma tabela com alguns dados de densidade e estrutura de espécies adultas de Mata Atlântica (Fonte: Lorenzi, 2002):

Nome vulgar

Espécie

Família

Densidade (g/cm)

Diâmetro (cm) e altura (m) de uma arvore adulta

Guapuruvu

Schizolobiun parahyba

Caesalpinaceae

0,38

80-100 / 20-30

Caixeta

Tabebuia cassinoides

Bignoniaceae

0,39

30-40 / 12-22

Embaúba Branca

Cecropia hololeuca

Cecropiaceae

0,43

20-30 / 6-12

Ingá

Ingá vera

Mimosaceae

0,58

20-30 / 5-10

Bracatinga

Mimosa scabrella

Mimosaceae

0,67

30-40 / 5-15

Canela-preta

Ocotea catharinensis

Lauraceae

0,75

60-90 / 25-30

Jequitibá

Cariniana estrellensis

Lecythidaceae

0,78

90-120 / 35-45

Ipê-Roxo

Tabebuia impetiginosa

Bignoniaceae

0,96

60-90 / 20-30

Maçaranduba

Manilkara salzani

Sapotaceae

1,03

40-70 / 10-25

Angico

Anadenanthera macrocarpa

Mimosaceae

1,05

40-60 / 13-20



Algumas curiosidades sobre as florestas ....

Uma floresta clímax de Mata Atlântica é capaz de estocar cerca de 400 toneladas de biomassa (madeira) por hectare (1 hectare = 100m x 100m = 10.000 m2), desta biomassa cerca da metade é carbono, isto é, 200 ton/ha. Essa massa de carbono equivalem a cerca de 720 toneladas de CO2. Um brasileiro, estima-se, emite cerca de 0,6 toneladas de CO2, logo um hectare de floresta desmatada equivalem às emissões de 1200 pessoas/ano. Considerando que uma pessoa viva 80 anos, um hectare de floresta corresponde às emissões de 15 pessoas durante a sua vida (de 0,6 toneladas de CO2/ano).

Uma árvore de grande porte, 90 cm de diâmetro por 30 metros de altura, pode estocar cerca de 6 toneladas de carbono o que corresponde a mais de 20 toneladas de CO2, o equivalente à emissões de 33 pessoas/ano. Entretanto, uma árvore deste porte leva mais de cem anos para atingir tal estrutura, assim como uma floresta leva mais de cem anos para atingir seu estágio de máxima capacidade de estocagem de carbono. Nas estimativas de estocagem não foram levadas em conta o carbono do solo, que aumenta com a maturidade de uma floresta.

Algumas alternativas para mitigar os efeitos das mudanças globais, no setor de uso do solo e florestas, são os reflorestamentos e os sistemas agroflorestais (SAF). Os reflorestamentos são capazes de retira acima de 3 toneladas de carbono por hectare/ano. Os SAFs são sistemas de produção agrícola onde, através de consórcio de árvores, arbustos e cultivos anuais, o estoque de carbono no sistema é elevado, comparado aos demais sistemas produtivos convencionais.Um SAF estudado (Rio de Janeiro) estocou o dobro de carbono de uma pastagem adjacente em 7 anos, além de gerar renda e produtos para o proprietário.

 
Fatores para correção na calculadora de CO2:

Onibus

Combustivel

F (pkm)

Passageiros/onibus

diesel

0,0212

30




Teor C

Densidade (kg/L ou kg/m3)

Potencia Motor

Cons. L/km ou m3/km

F (pkm)

Gasol.

0,67

0,800

de 1,0 a 1,4

0,083

0,161

Gasol.

0,67

0,800

de 1,5 a 2,0

0,100

0,194

Diesel

0,84

0,840

de 1,0 a 1,4

0,083

0,212

Diesel

0,84

0,840

de 1,5 a 2,0

0,100

0,254

GNV

0,75

0,750

de 1,0 a 1,4

0,083

0,169

GNV

0,75

0,750

de 1,5 a 2,0

0,100

0,203



Trecho

Dist(milhas * 1,852)

Comb.

(Kg)

No Pass.

C tot emitido

(Kg)

C/ pass.

(kg)

CO2 tot

(kg)

CO2/pass.

(kg)

Kg CO2/pkm

SP-RJ

496

2520

150

2167

21

7802

74

0,150

SP-SALVADOR

1450

6000

150

5160

49

18576

177

0,122

SP_PARIS

9399

109500

270

94170

498

339012

1794

0,191

*taxa de ocupação: 0,7%